Estamos costumados como uma sociedade na qual nascemos e aprendemos a nos adaptar a ela, de tal forma que não estranhamos nada mais. Nada mais nos incomoda, nada nos choca, nada mais nos faz refletir sobre a maneira como estamos vivendo, como estamos conduzindo a vida. Fatos que não são comuns são rapidamente assimilados e logo incorporados á nosso cotidiano irrefletidamente. Estamos acostumados a ver a violência contra idosos e crianças como um mal aceitável, pois afinal, estamos numa “selva de pedra”! É a cultura do indiferentismo, da insensibilidade, do individualismo, do consumismo. O que impede o exercício da solidariedade e do amor ao próximo. Essa cultura do consumismo, que veio trazida pelos meios midiáticos, que nos ensinam que se consumirmos “isso ou aquilo” seremos felizes, seremos aceitos, teremos (“asas”) super-poderes. Pois bem, a mesma mídia, que nos manda e ensina o que comprar, comer, vestir e o que fazer do nosso tempo livre, não traz pra nós o método de como conseguir a prosperidade necessária, para tanto. Nossa sociedade hipócrita de valores confusos e egoístas, vive sem rumo em busca de algo que não conhece, não compreende, mas deseja. Valorizamos mais uma árvore, do que semelhante. Nossas leis são incapazes de proteger a vida e a dignidade humana; pois temos leis mais severas para quem mata uma planta do que para quem mata uma pessoa. Na Declaração universal dos direitos humanos, adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948, está dito em seu Artigo II , que “Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição”. Direito esse, que é também assegurado pela Constituição Federal do Brasil, mas que é diariamente ignorado, ou violado pelos nossos governantes que não se preocupam em criar mecanismos para assegurar o direito á igualdade e a liberdade de fato, para as pessoas que não têm recursos ou informações para fazer valer os seus direitos assegurados pela Carta Magna. “Toda pessoa,” diz a lei. Mas para muitos detentores do poder, o povo pobre, não são pessoas; são massa de manobras, para serem manipuladas á seu bel prazer, em beneficio de seus interesses pessoais ou do “grupo” á que representam. Diz ainda a declaração dos direitos Humanos em seu Artigo V , que “ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante”, mas estamos acostumados, o contemplar nossas crianças sendo mutiladas, arrastadas pelas ruas, sejam por delinqüentes juvenis, (como no caso do menino João Pedro, de seis anos, no Rio de Janeiro, ou mesmo por uma pessoa rica, “culta”, como uma tal ”desembargadora” que espancava uma criança, porque esta não queria comer! ( imaginem o que ela faria, se a criança sujasse o tapete da sua sala!) Sim, até nossos índios são queimados nas praças, como um certo Galdino, índio Pataxó que foi queimado em praça de Brasília em meio aos gritos de jovens de classe média alta, que não tendo nada pra fazer, decidiram “brincar de pôr fogo em índio”. Mas, quem se lembra disso? Afinal, era só um índio! Pobre cidadão que ali, (na Capital, Federal, sede dos três poderes) estava para lutar pelos interesses de seu povo, que então, viam suas terras sendo invadidas, saqueadas. Foi para a terra dos homens “civilizados”, para ser abandonado na rua, em banco de praça. Como embaixador de um povo, foi vilipendiado, humilhado, e até queimado em praça pública. Mas era apenas um índio pobre, não era daqueles embaixadores, que quando chegam e suas caravanas, são recebidas nos melhores palácios da Capital Federal. Não veio oferecer suas riquezas, veio apenas “cobrar”. Era apenas um índio! Nossos presídios são verdadeiras “áreas de livre comercio”. Verdadeiras “zonas francas”. Quem esta lá não precisam trabalhar, estudar, (exceto na escola do crime, em suas “trocas de experiências” entre detentos), têm casa, comida e roupa lavada. É o mundo dos sonhos para muitos, que não tem nada disso mesmo trabalhando de sol á sol! Nessa terra sem leis, são livres, e tem todo o tempo para arquitetar seus “planos mirabolantes”. Lá se vende cigarros, maconha, crack, de lá se manda matar, seqüestrar, enfim, é uma terra sem leis. Mas o que fazer com essa gente? Afinal, se o código penal, prevê apenas prisão para quem comete tais crimes, como prender quem já está preso? Será que não seria esse o momento para se discutir outros tipos de punição (com exceção de pena de morte, é claro, pois como cristão, jamais apoiaria tal tipo de pena, independente do crime praticado) para quem persiste no erro fazendo da criminalidade um estilo de vida? Quando se vê alguns especialistas explicando a cultura do assaltante dizendo que os criminosos têm valores tão próprios, que para eles assaltar é visto como um direito; ou seja, pra eles isso é apenas uma espécie de distribuição de renda forçada, feita por meio de ameaças e tiros! Assim, também pensam muitos políticos corruptos, que colocam seu “direito de enriquecer” acima dos interesses da coletividade. Primeiro eu, depois se sobrar, o povo”! e quando são flagrados? É como diz aquela musiqueta, (ou “musiquinha”, como queiram), ridícula, “tô nem aí, tô nem aí...” É assim o nosso mundo. Nossa vida, nossos dilemas. Então nos perguntamos: meu Deus, o que fazer? Como agir? Com certeza não será a omissão, a melhor alternativa para essa cultura sem Deus, sem freios, desgovernada. Todos nós temos responsabilidades, e podemos fazer algo. O aposto Paulo já havia dito: Sabe porém isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. II Tm 3:1-5
O primeiro passo, em minha opinião, seria encucar, nessa sociedade atéia e fria, a palavra de Deus, pois, ela é como um remédio, “Luz para o caminho”. Não se recupera pessoas sem dar-lhes perspectivas morais e valores espirituais concretos. A experiência de décadas tentando recuperar criminosos sem a aplicação da PALAVRA DE DEUS, mostrou-se ineficiente. Sem efeito algum! Pois ela, a Bíblia, diz: ... as sagradas Escrituras, ... podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. (pois) Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. IITm 3:15-17
Mas este é o meu País. Minha terra, minha gente, eu não abra mão de vê-lo salvo pelo poder do evangelho, “pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego." . (Rom. 1 : 16) e também do povo brasileiro.
Por isso uso este espaço para dizer em alto e bom som: “BRASIL, CREIA NO SENHOR JESUS CRISTO E SERÁS SALVO”!!! Atos 16:31 Amém.